sábado, 22 de agosto de 2009

Pra Sempre.



Sinos, sinais.
Listras horizontais
Paralelamente iluminadas
Refletidas
Em um cetim que nunca foi sujo
Nem lavado.
Dizer, dizer, dizer.
Que necessidade absurda e prazerosa
De ouvir confissões não pensadas.
Pois escuto, prefiro assim.
Te escuto no claro,
Sem abraço, sem risco, com sono.
Não me entrego, nem me apaixono
Me descubro na paz que sempre procurei
Já tenho companhia, meu mar.
Voltei, falei que ia voltar
Para terminar aquilo que comecei.
Agora, prometa, me esfria
Me tira a ansiedade de começar
Arranca o poder divino se eu não tenho a competência para criar
Banha-me. Purificação. Me ama. Sou sua.
Mas não me peça para ser a única.
Ser outra com sonhos pesados
Corpo relaxado
Em alto mar
Te traz de volta pra mim.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Condenação?


Até que ponto você é responsável por si mesmo?
O primeiro beijo, a primeira conta no banco, a primeira bicicleta.
A partir de que momento você se torna responsável por alguém?
O primeiro porre, a primeira noite, o primeiro filho.
Pega o carro e espera aquilo que não tem nome.
Liberdade?
pra mim é desculpa,
pra falta de responsabilidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mil noites em uma




Você percebe que cresceu
quando não usa os dedos
só as unhas.
Escutar já não é importante
seus conselhos
eu aceito no grito.
Liga o chuveiro
a cascata que cai
molha além dos cabelos.
Se antes eu ficava com frio
hoje quero arder em febre.
Apaga a luz
eu não tenho mais medo
sei que a sombra na parede
quer realmente me pegar.
Não uso vestidos
desejo a mão que arranca a camisola
Meu castelo encantado
tem quatro paredes.

sábado, 1 de agosto de 2009

Meios.


Aeroporto.

Uns chegam, outros buscam.

O importante é voar.

E mesmo em noite de sábado.

Nasce um girassol.

Ônibus

Uns em pé, outros com pressa.

O importante é chegar

(e balançar)

E mesmo em dia de chuva

a gente esquece de se molhar.

Metrô

Uns correm, outros se encaixam.

e não só as sete da noite

o abraço é sempre apertado.

TremUmas estações são antigas

outras, já se venderam.

e mesmo assim,

perdemos a noção do tempo.

Carro

Uns quebram, outros esperam.

Eu espero andar, sem compromisso.

só se vc quiser me acompanhar.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

É pouco


Aquilo que não tem nome
você luta, você pensa que está certa
mas não é forte o suficiente
nem convincente demais.
O ruim não é só pensar no passado
é ver que você se sentia mais leve
mesmo sem decorar frases bonitas ou provérbios antigos.
Eu queria voltar para casa
só para saber quem mudou
e agradecer às coisas que nunca mudam.
É, não tem nome.
A casa não é minha
o dinheiro não é meu
meu caminho é diferente.
e mesmo assim,
eu sei quem eu sou.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Virtude?



A voz já não chama.
o fogo simplesmente silencia.
...
Não sei o que fazer.
Aprendi a escrever sobre um assunto
e agora, perdi meu lápis.
Os poetas não tem paciência
e eu vejo os ponteiros parados.
Sabe o que é pior?
Eu quero ser poeta.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Inspiração.




Quando nasce a alvorada
vou até o jardim mais próximo.
Corto minhas raízes
e me banho com flores.
Quando penso nas horas que seguem
te imagino ansioso, bonito.
A me esperar.
O trem chega e simplesmente me leva.
Não apareço na hora exata
entro sem tu saberes.
Assim, tudo faz mais sentido
E às 15 para a cor de rosa
somos um só jardim.
"A paz se instaura".

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Movimento.






Era saturno

uma imensa pista de dança?

Com o neon natural e uma sonoridade interiorana

Eu dançava...
a lua nos conduzia.

Inquestionável

o frio que nos cercava

o vinho que não esquentava

a liberdade

que eu sentia.

Entre nossos pés

pura poesia molhada.

Eu via de braços abertos

o PRESENTE que a cada segundo

já virava passado.

Encare meu semblante colorido

e eu recebo seus lábios tintos.

Me tire para dançar

nessas noites tão...

saturnas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mais que nada.


Cantar músicas com maquiagem preta.
Enxergo borrões e o vento seca meus cílios.
Uso meus pés sozinha.
Você me parece tão inteligente
palavras que eu entendo
escritas em um livro que eu queimei.
Não fale...
Esses signos arrependidos
não existiam na extensão da estrada.
Não olhe...
Use suas mãos ternas
e descubra pelo meu sorriso
a minha paixão pelas cores.
Não pense...
esses julgamentos injustos
não floresciam perante a saudade.
Próximos,
beijo é som da voz
e eu preciso tirar a maquiagem.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Primeira vez



Quando você me tocou

com novas mãos

Eu sabia que raramente ia te sentir outra vez.

Você é o que eu tenho de mais vivo

e ao mesmo tempo

só existe naquela época.

É diferente agora

e eu posso me arrepender

Mas eu faria tudo para voltar

e sentir suas mãos novas

presas em mim.